Terça-feira, 3 de Julho de 2007

Confissão II...

 
Ás vezes há coisas que falando delas, não vão ajudar nada.
 
Tenho consciência de que as dúvidas, os pensamentos por vezes não ajudam nada.
Tu que sempre me viste forte e nada frágil.
 
Percebo as mulheres quando dizem que os homens não valem nada, de facto não me revejo nessa espécie reles, jocosa, que apenas se preocupa consigo, o seu próprio ego, o seu próprio umbigo.
 
Sou de uma franja de homens que respeitam as relações. Não interferimos. 
Não me revejo nessa espécie balofa que se esconde, que se esguia como a serpente, que pôe veneno mas é cobarde.
 
São esses em quem eu não confio.
São esses que se escondem que rodeiam, que procuram.E que existem.
 
Não me obriguem a sentir novamente o gosto da vitória amarga, quando olhando-vos olhos nos olhos apenas emitem o silêncio próprio dos cobardes.
Que gaguejam, que emitem grunhidos.
Não me obriguem a fazer tudo outra vez, porque desta vez eu não quero.
sinto-me: Raiva dos cobardes
música: Cada verme traz um punho, Francisco Naia
sentido por utopiaxxi às 14:17
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11 comentários:
De Sweetie25 a 3 de Julho de 2007 às 19:36
Confias em mim?? Hummm...
De sextrip a 5 de Julho de 2007 às 17:59
Sweetie 25

deixa-me levantar-te uma questão.

imagina que um homem explica à mulher o porquê de não confiar nela.
(atenção - não considero que seja isso que está aqui a acontecer)

não estou a falar de uma discussão a quente - antes sim de quase uma confissão, explicada, objectiva.

a questão é:
não está um homem, ao fazer isso, afinal, a confiar na mulher?
não lhe estará afinal a confiar algo que o torna vulnerável, que o mostra como verdadeiramente ele se sente?
não é verdade que muitos homens mentem acerca disso, nunca o admitindo?

volto a frisar : não considero que seja isso que o Utopiaxxi está a fazer, nem estou a defender coisa alguma - apenas a levantar uma questão que me parece pertinente e digna de alguma reflexão.

beijos
De utopiaxxi a 5 de Julho de 2007 às 23:19
A questão da vulnerabilidade é pertinente, e efectivamente a sinceridade torna-nos vulneráveis. Mas é um risco que corremos. No meu caso um risco medido.
De Maaf a 6 de Julho de 2007 às 10:27
E porquê que quando são as mulheres a fazer exactamente a mesma explicação não têm tanta compreensão da vossa parte? São logo enxovalhadas de "desconfiadas" "de mandonas" etcsssss...
De utopiaxxi a 6 de Julho de 2007 às 13:31
Estás a generalizar. Eu estou a referir-me a uma relaçaõ em concreto. Para além de que eu não me encaixo nesse género de homens a que te referes, mais acho que o sextrip também não e se me permites, acho que tu "MAAF" também partilhas da nossa opinião.A questão no concreto é que se fosse ao contrário, e temos falado nisto os dois (os dois, eu e a minha companheira) é que se as atitudes, a forma, as diferentes situações, também fossem efectuadas por mim, há muito que a relação tinha terminado, e nisto ambos estamos de acordo, pois e refere ela que dificilmente aceitaria a situação. Ou seja, temos aqui uma dupla interpretação, i.e., "deixa-me fazer o que eu quero, mas não faças o que eu faço". Como referiu a "rebecca" num post publicado no seu blog " "Respondeu-me que de mim só esperava isso: a vontade constante de experimentar e de procurar a felicidade.
Dele próprio só esperava o ser capaz de vencer todos os dias a minha incessante curiosidade pelo Mundo lá fora.". Porque no caso concreto e noutros similares, a sensação que tenho é de que se eu próprio assumisse também "essa vontade constante de experimentar e de procurar a felicidade", o nosso mundo cá dentro acabava rapidamente. E isso eu não quero, "pelo menos até perceber que ainda consigo vencer essa incessante curiosidade pelo mundo lá fora.". Não sei se ajudei, mas olha foi o que saiu...
De Maaf a 6 de Julho de 2007 às 16:53
Não sei que te diga, as mulheres são complicadas... eu entendo-a perfeitamente... e também entendo o que sentes...
De utopiaxxi a 7 de Julho de 2007 às 00:00
Não, não são complicadas, nós homens, pelo menos os que vos respeitam, procuramos sobretudo ter a paciência de vos entender, a paciência que muitas vezes não têm connosco. Mas como referi já antes, depende sempre do que queremos da relação. O amor quando partilhado é algo de muito bonito e quando temos a sensação de que estamos nesse ponto, temos que preservá-lo e sobretudo alimentá-lo.
De sextrip a 8 de Julho de 2007 às 03:04
bom...... se realmente "somos todos assim", tens razão, não vale a pena tentar discutir o assunto.
De utopiaxxi a 8 de Julho de 2007 às 11:56
não percebi a que é que estavas a dar resposta, importas-te de clarificar...mas já agora eu sou dos que pensa que vale sempre a pena discutir o que quer que seja, mesmo sabendo á partida que o ir discutir o que quer que seja não vai ajudar nada...
De Maaf a 9 de Julho de 2007 às 09:32
Não se trata de ter razão, não sejas assim, mas não é verdade???
Quando um gajo vai sair com os amigos, a respectiva dá o tal sermão que nunca é respeitado... A minha opinião é que mesmo sem o tal sermão haja confiança... Porque não é facto de dizer alguma coisa que vai fazer com que haja ou não traição. A base é a confiança.

Olha e digo-te ja: DETESTO ATITUDES DO GENERO "se realmente "somos todos assim", tens razão, não vale a pena tentar discutir o assunto", FICO FULA....
De utopiaxxi a 10 de Julho de 2007 às 21:35
A base é de facto a confiança. Mas vivemos tempos dificeis...

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